Quem aqui ouve os anúncios de segurança dos voos? Ninguém né?
Esses dias recebi um email de meu querido pai sobre a Kulula Airlines, uma linha aérea sul-africana que além de ter aviões bem instrutivos
também incentiva um certo humor em todo seus canais de atendimento:
Call Center
Anuncios de voo:
Mas a Kulula não é a primeira empresa a fazer esse tipo de abordagem, como os fantásticos anúncios do tripulante da extinta ATA:
E também inúmeros da Southwest:
Agora fico pensando se realmente esses anúncios, principalmente os de segurança dever ser feitos de uma maneira séria. Obviamente os passageiros deveriam perceber que essas instruções são algo imporante em caso de emergência, mas não é mais provável que eles ouçam as instruções se ao menos forem apresentadas com algum tipo de humor e não numa voz monotonica e sonolenta como são feitas usualmente? Você não tiraria os seus fones de ouvido e passaria a prestar atenção nos anúncios se ouvisse o pessoal rindo deles?
Fora que não tem como você não ter simpatia por uma companhia que não se leve tão a sério.
Falta algo assim no Brasil.
Pizza Hut no shopping, hora do almoço
Eu: ... e quanto sai a Coca de 2lts?
Garçonete: 12 reais...
Eu: Que?!
Garçonete, escondendo a cara: É eu sei, mas são 12 reais mesmo.
Eu: 12 reais por uma Coca de 2lts que custa 2,5 reais no supermercado?
Garçonete: caro né?
Eu: E o refrigerante de 500ml?
Garçonete: 4,50
Garçonete: 4,50...
Eu: Gostaria de pedir 2 refrigerantes de 2lts.
Delivery: Ok, o que mais senhor?
Eu: Só isso, e vou retirar na Pizza Hut do shopping.
Delivery: Mas senhor, você pode comprá-los diretamente no restaurante, não precisa pedir no delivery...
Eu: Eu sei, mas eu prefiro comprar pelo delivery.
Delivery: Um momento senhor.
Eu: Obrigado (para a garçonete) Por favor, uma Pepsi e um Guaraná.
Garçonete: Ok!
Acho que eu passei!
O site de viagens Kayak descobriu (por acaso talvez) um jeito bem simples e viral para atrair público: Um easter egg.
Quem quer pegar esse vôo?
Vi no BoingBoing
Quanto tempo para alguém fazer uma propaganda copiando esse vídeo?
Quando vi na TV achei uma ótima propaganda espontânea para a Troller. Aparentemente eles também!
Agora é só eles deixarem um carro a espera em cada um dos principais pontos de alagamento e esperar chover. Espaço garantido nos jornais.
via @ackel
A internet de hoje e a publicidade de amanhã II
E não é que as copias continuam por ai? Mas agora é de TV para TV mesmo.
Olhem a última propaganda da CNA. Que eu vi essa semana na TV...
Ela me lembrou "um pouco" essa propaganda da Olympus (que é de Julho desse ano)
Ah, a falta de criatividade da publicidade brasileira!
E a Dilma perdeu votos para a Marina Silva. Nenhuma surpresa.
Gargamel deve estar rindo a toa com o racha no PT. Sacrificar ideologia política para se manter no poder também tem seu lado ruim.
A ciência dos preços (como somos manipulados)
Li agorinha um post no Comgurus sobre a mística do onipresente 9, que está em todos os preços, numa tentativa de mascarar a verdadeira intenção do vendedor, vender o produto o mais caro possível.
Esse post me lembrou uma interessante pesquisa nos Estados Unidos (americano é bicho danado!) em que foram mais a fundo no tema e descobriram que os consumidores usualmente prestam atenção demais no digito à esquerda, e com isso ficam a mercê dos truques de precificação (como o famigerado 1.99). Na pesquisa, ao apresentarem duas panelas uma a $2.00 e outra a $3.99, 44% dos consumidores escolheram a panela mais cara, quando mudaram o jogo para $1.99 e $4.00 somente 18% dos consumidores escolheram a panela mais cara.
Eles também pesquisaram o efeito de números redondos ($30 e $40) versus os "final 9" ($29 e $39) e o resultado foi que os consumidores têm a tendência de ver numeros redondos como mais próximos entre si e os "final 9" não. Ou seja, mais consumidores comprariam os produtos de $40 (ao invés do de $30) que o de 39 (ao invés do de $29).

Os mesmos pesquisadores também descobriram que, quando os digitos à esquerda são iguais, o consumidor perceberá um desconto maior se os digitos da direita forem abaixo de 5. Por exemplo, ao perguntarem qual oferecia um maior desconto, de $222 a $211 ou $199 a $188, a grande maioria escolheu a primeira opção, ainda que os descontos foram de $11. O que na minha opinião não é a mesma coisa, já que $11 de $222 sao 4.95% e $11 de $199 são 5.5%.
Mas a ciência dos preços não termina aí. Dan Gilbert apresentou no TED varios problemas que temos para comparar as coisas. Ao comprar vinhos por exemplo (tirado da apresentação do TED), se os consumidores se depararem com vinhos de $8, $27 e $33; a maioria vai escolher a opção do meio, por isso a coisa mais inteligente que o vendedor pode fazer é colocar um vinho muito caro que ninguém vai comprar (talvez alguns não-vertebrados frequentadores da Pink Elephant), o que automaticamente aumentaria a venda do vinho de $33. Esse nosso probleminha com referências funciona em muitos outros casos também.

Acho que muitas empresas ignoram o poder de uma boa estratégia de preços, tanto que o mais comum de acontecer no lançamento de um novo produto é a famosa regra dos 10%, afinal fazer comercial para Cannes é mais divertido do que pensar em números...
Labels: Marketing
Me lembro que ano passado, após ver um documentário sobre a guerra das colas, onde aparece uma velha loja que vendia Coca-Cola do jeito que era no passado, misturando separadamente o xarope de coca, a água gaseificada e um sabor qualquer (Cherry-Coke anyone?), eu pensei que boa tacada seria se eles aproveitassem a moda gourmet de hoje em dia e colocassem esse modelo antigo de mistura em restaurantes. O cliente poderia misturar a o xarope com qualquer sabor que quisesse, personalizando a bebida, gerando um novo uso e possivelmente um aumento de frequencia, já que a criançada (ok, e eu também) ia adorar testar as misturas.
Bom, a Coca-Cola não chegou a fazer isso, mas chegou perto ao construir a Coca-Cola Freestyle, uma máquina que faz a mistura dos diferentes refrigerantes e sabores que a empresa oferece. As misturas foram pré selecionadas, Coca com Fanta mistura perfeito, mas se você quiser misturar sprite com chá não vai rolar.
Além disso a máquina é inteligente o bastante para avisar o dono do PDV quanto ele precisa de refil, e também avisa a matriz quais são as misturas e sabores preferidos daquele PDV. Fantástico!
Encontrei no Springwise


Pois é esse mundo interconectado tão promissor para as empresas também é bem perigoso.
Lembram daquela sandália de borracha bem feia que algum de vocês deve ter no armário? Deixem lá porque vai virar raridade daqui a pouco! A empresa que fabrica essas "belezinhas" está a beira da falência, com estoque e dividas demais; e vendas de menos.
Agora mais do que nunca, esse seria um case de marketing perfeito para a HBR. Primeiro imaginei que houve alguma estratégia mirabolante para convencer milhões de pessoas a botar esse treco feio nos pés, mas na verdade os caras não gastaram nada para promocionar. Eles apostaram no conforto desses sapatos de palhaço e conseguiram botá-los nos pés de celebridades e gerar muito boca-a-boca. Eu até imagino como deva ser o boca-a-boca:
- Cara, que coisa horrível é essa nos seus pés!!
- São minhas sandálias Croc! Não são bonitas, é verdade, mas são muito confortáveis.
- Serio? Bom, deve ser MUITO confortável mesmo pra você se sujeitar a andar com isso por aí. Deixa eu experimentar um pouco...
Recentemente a gravadora EMI decidiu cortar a distribuição para o canal de pequenas lojas, num aparente ato de corte de custos e foco principio de Pareto. Isso gerou bastante ódio no mundo da música, que acusa a EMI de estar deliberadamente contribuindo para a morte daquelas pequenas e simpáticas lojas de música (no melhor estilo de "Alta Fidelidade") onde muitos audiofilicos vão atrás de música nova e interessante.
Agora vejamos como se comporta o mercado musical nos últimos anos. Primeiro as vendas de CDs vem baixando vertiginosamente, e imagino (estou especulando) que as pequenas lojas sejam as que mais perdem, já a massa de consumidores compra os produtos onde é mais cômodo (a.k.a. grandes lojas e internet), restando apenas uns poucos audiofilicos para sustentar o negócio familiar. Depois temos o fenômeno dos formatos digitais que apresenta crescimento constante e, vejam só, que chega a compensar a retração do mercado físico.
Agora imaginemos os executivos da EMI vendo essa tendência clara (e irreversível) do mercado digital e a decadência do mercado físico. Imaginemos também o custos de distribuição para o canal de pequenas lojas; as dificuldades para quitar os pagamentos de negócios que na maioria das vezes são familiares;e a demanda inconstante, flutuante e impossivel de se projetar, que vem desses mesmos negócios.
Que decisão tomaríamos?
Eu sinceramente não pararia de vender para os pequenos, mas certamente mudaria as regras. Criaria um serviço online B2B em que as pequenas lojas poderiam fazer seus pedidos e tiraria a flexibilidade no pagamento (passando o risco para as lojas). Elas manteriam seus catálogos com descontos sobre o volume e o custo de distribuição seria imediatamente contabilizado no pedido (podendo ser até terceirizado).
Aliás, esse foi meu TCC.
Viva el nuevo mundo!
No Consumerist tem duas boas histórias sobre mal serviço que acaba virando contra a própria empresa pela iniciativa do cliente insatisfeito.
Na primeira o Bank of America baniu um cliente para toda a vida porque eles cometeram um erro de duplicidade de contas e marcaram o cliente como possível fraude. Pode ser que a história não esteja bem contada, mas ela está publicada na internet e na primeira página do Digg. Agora aparecem outros clientes também contando que foram banidos por alguma razão obscura. O BoA não respondeu ao artigo e o mais provável é que quando responda seja tarde demais, porque amanhã tem outras noticias...
A segunda é fantástica! O cantor Dave Carroll teve seu violão Taylor quebrado pela United com o detalhe que ele e os outros passageiros puderam ver os funcionários derrubarem o violão na pista, mas quando ele reclamou com a companhia, ela se recusou a pagar. Ele então fez uma música!
Edit: Agora o video do Dave Carroll està no Digg e no The Economist também.
Sempre quando toco no tema twitter com um amigo marketeiro, ele me responde que não entende a utilidade de dizer ao mundo que você esta no banheiro. Esse tipo de comentário é bem comum e parte principalmente dos light-users de tecnologia e dos miopes, que vêm qualquer inovação como um trend passageiro, como um brinquedo da moda que a criançada logo enjoará.
Jack Welch, na sua coluna publicada na última Exame, fala justamente sobre isso; do novo e as pessoas que não o entedem; e por isso automaticamente o rejeitam:
"Você sabe que está fazendo uma coisa diferente e nova - no mínimo, nova - sempre que o assunto vem à tona numa rodinha informal e alguém faz um comentário ácido do tipo: "Por que você perde tempo com uma bobagem dessas?"."
Me lembro bem, lá pelo ano de 2002, de uma palestra de um grande (ao menos de ego) publicitário na FGV em que ele falava que a câmera no celular era uma bobagem inútil e que teria vida curta, pois depois da euforia inicial, ninguém ia achar utilidade naquilo. Bom, como podemos ver hoje em dia, as câmeras não desapareceram e tem bastante utilidade para muitas pessoas. Ninguém mais questiona a existência da câmera no celular, mas quantos já ouviram alguém questionar a do GPS? Pois é...
Eu também tenho meus acessos de miopia, tanto que não via utilidade na Realidade Aumentada além de uma gracinha de marketing para atrair a criançada. Quando vi uma apresentação sobre o uso da realidade aumentada em jogos de tenis a luz acendeu sobre minha cabeça e mordi minha língua.
Esse tipo de reação ao novo vem da falta de imaginação e também do nosso ego, que nos convence que nós sabemos o que é importante e que somos criativos o suficiente para imaginar que aquilo ali não vai gerar nada mais do que estamos vendo. Daí vem alguém verdadeiramente criativo e nos surpreende com uma inovação que nós, seres supremos da sabedoria, não imaginávamos.
Para dar uma luz no tema twitter, ele não serve somente para falar que voce estã no banheiro (aliás não conheço ninguém que twite isso) mas serve para muitas outras coisas, como por exemplo:
- Discutir e organizar temas com toda a comunidade.
- Facilitar a dissiminação de informações, sem checar fatos, é verdade, mas rapidamente e sem censura também.
- Aproximar empresas e clientes.
- Para que as pessoas te conheçam melhor (para bem ou para mal)
- e muito mais
A grande vantagem do twitter, ao meu ver, é a simplificação da inteligência coletiva que a internet traz, fazendo com que todos possam participar da festa, sem necessidade de algum conhecimento específico. Não posso garantir que ele veio para ficar, mas seguramente será a semente de muitos outras inovações no mundo digital.
Esse curta, chamado Philips Carousel, é uma propaganda/viral para a nova TV LCD 21:9 da Philips.
Nada menos que fantástico.
EDIT: Entrem no site oficial para ver o fime em "ultra high definition" (seja lá o que isso for) e uma espécie de making of.
Como conseguir vender o mesmo produto para os consumidores reacionários e os revolucionários?
A Nestlé descobriu!
Marketing ambíguo rocks!
Update by Lorenzo:
"sabe da onde veio a ideia de voltar a vender o produto?
um dos caras de marketing viu que uma comunidade no orkut tinham mais de 500.000 pessoas fas do chocolate.
pimba, o produto voltou pra linha!"
