Vai ou não vai?

2/28/2009 01:25:00 AM / Posted by Daniel Alonso /

To com uma dúvida e talvez aqueles que não dormiram nas aulas de macroeconomia possam me explicar melhor isso.

Ouço que muitas empresas estão reduzindo a sua capacidade produtiva pela "provável" baixa na demanda em 2009, mas eu não vejo os sinais que eles vêem.

Vejamos o índice de vendas da associação dos supermercados, o qual, até a última pesquisa, não poderia estar mais alto:

Mas obviamente esses efeitos (crise internacional) deveriam aparecer primeiro na balança comercial, aí que se vê uma retração na exportação nos últimos 2 meses de 2008.
Ah, agora sim se justifica o medo das empresas...ou não? Se eu me lembro bem, muitas das grandes responsáveis pelas nossas exportações (Petrobras, Vale e seus amigos), garantiram, ainda na época de alta dos commodities, que a alta era o "vôo da galinha" e que elas não investiriam mais atraídos por ela. Ou seja, entende-se que elas aproveitaram a alta para gerar um "colchão" financeiro para a hora que a galinácea se cansasse de bater as asas.

Ok, então se os grandes exportadores já estavam preparados para uma baixa, ou seja, não tem a necessidade de mandar gente pra rua ou de comprar menos de seus fornecedores, porque então que todo mundo acredita na queda brutal na demanda?

Agora, se as empresas que abastecem o mercado nacional começarem a mandar gente embora e diminuir as compras de seus fornecedores pelo medo da crise, nosso amigo Mr. Robert K. Merton estará celebrando em sua tumba. Mas se isso não for uma tendência forte e as empresas ficarem no vai-não-vai, como está acontecendo agora, quem investir vai ganhar mercado a preço de banana...

ou não?

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1 comments:

Comment by Tamara on 3/02/2009 11:33 AM

Concordo plenamente...
E, como eu já te disse, para mim está cada vez mais claro que no Brasil muitas empresas estão utilizando a crise como uma desculpa para reduzir custos, especialmente o da mão de obra (que realmente é altíssimo), e manter ou aumentar lucros. E a responsabilidade e função social da empresa que se danem, tal como se pensava no século XIX.

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